quinta-feira, janeiro 26, 2006


fotos de ff

Sempre que a pressentia voltava aquela sensação incómoda que o dividia: algo que o impelia a aproximar-se para lhe olhar nos olhos e descobrir segredos; algo que o impelia a fugir para não ler nos olhos dela as dúvidas que o atormentavam.

Ela parecia ser feita de outro material, reger-se por regras próprias e que ele receava desconhecer, este desconhecido assustava-o, como quase todos os desconhecidos.
O seu estado de ser natural de procurar o conhecimento do mundo ampliava a sua vozinha interior que lhe dizia: “Ouve-a, aprende a ler a sua língua, conhecerás segredos inimaginados!”. Mas uma outra voz, mais forte e autoritária (que aparecia sempre que lidava com o desconhecido), dizia: “Afasta-te! Nos seus olhos vais ver reflectidos os teus horrores mais secretos!”.

Atormentava-se com esta guerra interior que o consumia.

6 Comentários:

Blogger morismorgan01947639 disse...

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11:22 da manhã  
Anonymous sil disse...

nosso destinos,nossas sinas,nossos karmas...

2:58 da tarde  
Blogger margarete disse...

acabaste de me tocar profundamente, ff

(um dia destes, posso vir cá "roubar-te" este texto?)

9:32 da tarde  
Blogger nm disse...

a dúvida dá jeito, mais que não seja como forma de alimentar um falso "self", esperanças vagas, a fertilidade da imaginação... até ao dia em que imperou a "voz autoritária", ou não...

10:48 da tarde  
Blogger bb disse...

definição de paz interior?? saber esperar pacientemente pelo destino...

8:07 da tarde  
Blogger SoNosCredita disse...

oi :)
deixei um desafio no meu bloguito!

10:19 da tarde  

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