quinta-feira, abril 29, 2010


foto ff (from TV in still)

"O meu coração transborda de felicidade, Arkacha! Eu não mereço tanta ventura! Sou o primeiro a reconhecê-lo. Que fiz eu para merecê-la - exclamou com voz em que vibravam soluços reprimidos -, que boas acções pratiquei?, diz-me. Repara, quantos desgraçados há neste mundo, quantas lágrimas, quantas penas, quantos dias sem sol! E eu, em troca... Eu, em troca, tenho o amor de uma mulher como essa... Tu hás-de vê-la e hás-de conhecer o seu nobre coração."
"(...)"
"Ele ficou aí sentado e acabrunhado, parecendo enfronhado em profundas meditações. Cumprimentava, com acenos de cabeça, todos os conhecidos, como a despedir-se deles. Olhava para a porta, a todo o momento, como se esperasse que lhe dissessem: «É agora!» À sua volta formara-se um círculo apertado; todos falavam e meneavam a cabeça. Muitos estavam admirados com o que acabavam de ouvir; uns comentavam o caso acaloradamente, outros exprimiam a sua compaixão por Vássia e elogiavam as suas qualidade de homem modesto e sossegado, que dava tão grandes esperanças. Gabavam a sua aplicação e a sua ânsia de saber e de estudar." F. Dostoiévski in Coração Débil

o fantástico mundo de Dostoiévski, do amor, da culpa e a loucura, tecidos de forma excessivamente primorosa e meticulosamente profética da antevisão da catástrofe, do declínio do indivíduo, ou da rendição da consciência aos Hypnos e seu filho Morpheus e sua mãe Pasithea… divino e trágico

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