quinta-feira, abril 29, 2010


foto ff (from TV in still)

"O meu coração transborda de felicidade, Arkacha! Eu não mereço tanta ventura! Sou o primeiro a reconhecê-lo. Que fiz eu para merecê-la - exclamou com voz em que vibravam soluços reprimidos -, que boas acções pratiquei?, diz-me. Repara, quantos desgraçados há neste mundo, quantas lágrimas, quantas penas, quantos dias sem sol! E eu, em troca... Eu, em troca, tenho o amor de uma mulher como essa... Tu hás-de vê-la e hás-de conhecer o seu nobre coração."
"(...)"
"Ele ficou aí sentado e acabrunhado, parecendo enfronhado em profundas meditações. Cumprimentava, com acenos de cabeça, todos os conhecidos, como a despedir-se deles. Olhava para a porta, a todo o momento, como se esperasse que lhe dissessem: «É agora!» À sua volta formara-se um círculo apertado; todos falavam e meneavam a cabeça. Muitos estavam admirados com o que acabavam de ouvir; uns comentavam o caso acaloradamente, outros exprimiam a sua compaixão por Vássia e elogiavam as suas qualidade de homem modesto e sossegado, que dava tão grandes esperanças. Gabavam a sua aplicação e a sua ânsia de saber e de estudar." F. Dostoiévski in Coração Débil

o fantástico mundo de Dostoiévski, do amor, da culpa e a loucura, tecidos de forma excessivamente primorosa e meticulosamente profética da antevisão da catástrofe, do declínio do indivíduo, ou da rendição da consciência aos Hypnos e seu filho Morpheus e sua mãe Pasithea… divino e trágico

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terça-feira, abril 27, 2010

foto ff (from TV in still)


- Loulou!????
- Oui c’est moi!
- Viens!
- Non, je ne veux pas!
- Qu'est que tu fais?
- Je dance sous mes draps!
- …arrête! Ton cœur tombera!
- Je ne l’ais pas, tu l’as mangé au dernier repas !
… (on écoute l’air en élan)

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segunda-feira, abril 12, 2010

foto ff



"A arte não é um fazer-se-compreensível, mas um urgente compreender-se-a-si-mesmo." r.m.rilke



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quarta-feira, janeiro 27, 2010

porque hoje é quarta-feira

foto ff

"(...)
J'aurais voulu montrer aux enfants ces dorades
Du flot bleu, ces poissons d'or, ces poissons chantants.
- Des écumes de fleurs ont bercé mes dérades
Et d'ineffables vents m'ont ailé par instants.

Parfois, martyr lassé des pôles et des zones,
La mer dont le sanglot faisait mon roulis doux
Montait vers moi ses fleurs d'ombre aux ventouses jaunes
Et je restais, ainsi qu'une femme à genoux...
(...)" Jean-Arthur Rimbaud extractos de Le bateau ivre

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