domingo, março 13, 2011
segunda-feira, novembro 22, 2010
foto ff
se houvesse um banco para me sentar
repousava minhas rótulas desarticuladas
e o sol a realçar as dobras das engelhas enganava o tique-taque
fazia um flic-flac
enlaçava as pernas atléticas nos teus ilíacos
num vaivém desenfreado
e deixava-me morrer a voar
rugia com as ondas
e afundava-me devagarinho, devagarinho, muito devagarinho
como quem sonha
afogar-se no calor amniótico
se houvesse um banco para me sentar
repousava minhas rótulas desarticuladas
e o sol a realçar as dobras das engelhas enganava o tique-taque
fazia um flic-flac
enlaçava as pernas atléticas nos teus ilíacos
num vaivém desenfreado
e deixava-me morrer a voar
rugia com as ondas
e afundava-me devagarinho, devagarinho, muito devagarinho
como quem sonha
afogar-se no calor amniótico
sexta-feira, setembro 10, 2010
quarta-feira, agosto 11, 2010
foto ff
a mulher vento a caminho da volta ao mundo para se lançar nos braços do Adamastor
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sexta-feira, junho 11, 2010
foto ff
... pressentia que aquele viver era um limbo na existência
Etiquetas: Era uma vez ..., inside, visceral
segunda-feira, junho 07, 2010
foto ff
(clique em cima para ouvir)
"... Lina chegou e dispôs jóias e comida na sepultura, juntamente com folhas aromáticas, e disse-lhe que os rapazes e Patrician eram agora estrelas ou qualquer outra coisa igualmente adorável: pássaros amarelos e verdes, raposas brincalhonas ou as nuvens matizadas de tons rosa que se juntavam na fímbria do céu. Coisas pagãs, sem dúvida, mas mais apaziguadoras que as preces Aceito-e-ver-te-ei-no-Dia-do-Juízo-Final que tinham ensinado a Rebekka e ela ouvira repetidas pela congregação baptista. Houvera, em tempos, um dia de Verão em que ela se sentara defronte da casa a costurar e a falar de modo profano, enquanto Lina mexia roupa que fervia numa caldeira ao seu lado.
- Não creio que Deus saiba quem somos. Penso que ele gostaria de nós, se nos conhecesse, mas não creio que saiba de nós.
- Mas Ele criou-nos, Miss. Não é verdade?
- Criou. Mas também fez as caudas dos pavões. Isso deve ter sido mais difícil.
- Oh, mas, Miss, nós cantamos e falamos. Os pavões não.
- Nós precisamos de cantar e falar. Os pavões não precisam. O que mais temos nós?
- Pensamentos. Mãos para fazer coisas.
- Pois sim, muito bem. Mas isso diz-nos respeito a nós. Não a Deus. Ele está a fazer outra coisa qualquer no mundo. Nós não estamos no seu pensamento.
- O que faz Ele, então, se não olha por nós?
- Sabe Deus." in A Dádiva de Toni Morrison
Etiquetas: amores, livros, Melodia intersticial, visceral
domingo, maio 30, 2010
fotos ff
... as dobras das sobras das emoções tenho-as engelhadas sem gaveta onde as guarde
Etiquetas: visceral
sexta-feira, abril 30, 2010
uma velha paixão que veio para nos exorcizar
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quinta-feira, abril 29, 2010
foto ff (from TV in still)
"O meu coração transborda de felicidade, Arkacha! Eu não mereço tanta ventura! Sou o primeiro a reconhecê-lo. Que fiz eu para merecê-la - exclamou com voz em que vibravam soluços reprimidos -, que boas acções pratiquei?, diz-me. Repara, quantos desgraçados há neste mundo, quantas lágrimas, quantas penas, quantos dias sem sol! E eu, em troca... Eu, em troca, tenho o amor de uma mulher como essa... Tu hás-de vê-la e hás-de conhecer o seu nobre coração."
"(...)"
"Ele ficou aí sentado e acabrunhado, parecendo enfronhado em profundas meditações. Cumprimentava, com acenos de cabeça, todos os conhecidos, como a despedir-se deles. Olhava para a porta, a todo o momento, como se esperasse que lhe dissessem: «É agora!» À sua volta formara-se um círculo apertado; todos falavam e meneavam a cabeça. Muitos estavam admirados com o que acabavam de ouvir; uns comentavam o caso acaloradamente, outros exprimiam a sua compaixão por Vássia e elogiavam as suas qualidade de homem modesto e sossegado, que dava tão grandes esperanças. Gabavam a sua aplicação e a sua ânsia de saber e de estudar." F. Dostoiévski in Coração Débil
o fantástico mundo de Dostoiévski, do amor, da culpa e a loucura, tecidos de forma excessivamente primorosa e meticulosamente profética da antevisão da catástrofe, do declínio do indivíduo, ou da rendição da consciência aos Hypnos e seu filho Morpheus e sua mãe Pasithea… divino e trágico
terça-feira, abril 27, 2010
segunda-feira, abril 26, 2010
foto ff
isto é a minha seiva tomai e bebei
isto são as minhas vísceras tomai e comei
isto é a minha face tomai e palpei
porque eu sou a vida,
porque eu sou amor,
porque sou de pedra
...
não tenho dor
.
Etiquetas: coisascomgrao, visceral
terça-feira, abril 06, 2010
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
uma a uma elas rolam...
... como pérolas do Amor...
"... A morte de um progenitor é horrível.... eu não fazia a mínima ideia de que me iria sentir como me senti. Metade, ou mais, da vida desaparece. Sentimo-nos mais pobres, sabes: alguém que me conheceu durante todos aqueles anos..." Philip Roth, Património, p.116
foto ff
"... A morte de um progenitor é horrível.... eu não fazia a mínima ideia de que me iria sentir como me senti. Metade, ou mais, da vida desaparece. Sentimo-nos mais pobres, sabes: alguém que me conheceu durante todos aqueles anos..." Philip Roth, Património, p.116
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Inside me, I can see my
lounges labouring pinkly, my
heart blushed by intimacy, my
uterus’ nest warming the request.
My vagina’s tunnel feeling the sweet pressure
Inside me, I can see my
kidneys saluting twins, my
liver offering duties for dinner, my
throat swallowing gentle letters.
My bones crying poems
Inside me, I can see my
own privacy.
I can see, inside me waiting
to be
Etiquetas: inside, Melodia intersticial, respirar, visceral





