domingo, novembro 14, 2010
domingo, outubro 17, 2010
sábado, setembro 11, 2010
para a Su
velhos novos amores... parabéns
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domingo, julho 25, 2010
sábado, julho 24, 2010
a sagaTwilight ...
... et l'invasion des lapins crétins! An incredible movie will appear next to you; be aware!
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quarta-feira, junho 23, 2010
quão tristes podem ficar os miúdos e graúdos?...
... não é uma dor d'alma? quase deprimi ao ver este desenho animado, estou angustiada, acho que vou ali reler Bartleby
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quinta-feira, junho 17, 2010
sexta-feira, abril 30, 2010
uma velha paixão que veio para nos exorcizar
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terça-feira, fevereiro 16, 2010
terça-feira, fevereiro 09, 2010
quarta-feira, dezembro 16, 2009
terça-feira, dezembro 15, 2009
para A.I.
"
“…não sabes o que é chorar (noites e noites a fio)!” – disse ele; alguém que se atreva a medir dores
“…não sabes o que é chorar (noites e noites a fio)!” – disse ele; alguém que se atreva a medir dores
'
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domingo, abril 05, 2009
puccini & mike
Nessun dorma,
nessun dorma ...
Tu pure, o Principessa,
Nella tua fredda stanza,
Guardi le stelle
Che tremano d'amore
E di speranza.
Ma il mio mistero è chiuso in me,
Il nome mio nessun saprà, no, no,
Sulla tua bocca,
io lo dirò
Quando la luce
splenderà.
Ed il mio bacio scioglierà il silenzio
Che ti fa mia.
Il nome suo nessun saprà
E noi dovrem, ahimè, morir, morir...
Dilegua, notte!
Tramontate, stelle!
Tramontate, stelle!
All'alba vincerò!
Vincerò!
Vincerò!
Giacomo Puccini
(1858-1924)
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
porque hoje...
... é Sexta-Feira 13 e o sol não se acanhou, era mesmo o que me apetecia: dançar e cantar...
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segunda-feira, janeiro 26, 2009
"
Do documentário Southern Comfort, filmado durante a última primavera de Robert Eads. Nasceu no interior da América, com um corpo feminino. Só na meia-idade começou a transição, depois de se mudar para a Flórida. Os médicos acharam que, por causa da idade, Eads não precisava de remover o útero ou ovários, e ficou-se pela terapia hormonal e mastectomia. Casou-se com uma psicóloga, mas acabou por voltar para a Geórgia quando o relacionamento chegou ao fim.
Numa tarde de 1996, Eads teve um episódio agudo de dores abdominais. Nas urgências, descobriram-lhe um cancro nos ovários. Quando se dirigiu ao primeiro médico, foi com choque e surpresa que se viu recusado: o oncologista negou-se a seguí-lo, achando que lhe traria "má reputação" e perda de clientes. Depois dele, mais vinte e quatro médicos lhe negaram assistência, pelo mesmo motivo, ou crenças religiosas, ou outros.
Só em 1997 é que Eads teve acesso a cuidados médicos. Apesar de várias cirurgias e radioterapia intensa, o cancro, que já se tinha metastizado para o resto do abdómen, acabou por o matar. Morreu em Janeiro de 1999, com 53 anos de idade.
No ano anterior, durante a Southern Comfort Conference, um evento anual destinado à comunidade transsexual do sudeste americano, uma pequena equipa de filmagens seguiu a última primavera de Eads. No excerto, já sabendo que não tinha muito tempo, ele fala do que sente pelos médicos que ajudaram a precipitar a sua morte. E não é ódio que Robert tem dentro dele..." siona
Como é possível? Como ficar indiferente a uma actuação destas? Não é isto negligência, preconceito certificado, poder agonizante de quem pode fazer a diferença entre a vida e a morte?
Pois:
“Decidir...
Nem em Medicina nem em Bioética é possível decidir com absoluta certeza. Chegamos apenas ao provável. Cabe actuar com prudência. Devemos aprender a tomar decisões incertas, mas racionais. Os médicos de família, devem evoluir de uma atitude paternalista, que é a tradicional, para uma postura que respeite a pessoa livre do doente, com base nos princípios éticos implicados narelação médico-doente. (3)
O conjunto de princípios idealizados por Beauchamp e Childress (4), respeito pela autonomia, beneficência, não maleficência e justiça; a que se adicionou a vulnerabilidade consagrada por Kemp e Rendtorff (5), trouxe um referencial de importância considerável para a Bioética. Não sendo tidos como absolutos, estes princípios são aceites como orientadores da decisão em questões éticas na prática clínica. (6)
Autonomia - respeito pela legítima autonomia das pessoas, pelas suas escolhas e decisões que sejam verdadeiramente autónomas e livres (sem qualquer tipo de coacção externa).
Beneficência - promover positivamente o bem do doente.
Não maleficência «Primum non nocere» - ter sempre em mente a obrigação de não fazer mal a outrem (não prejudicar o doente).
Justiça - considerar que todos os Homens são iguais em direitos e na justa distribuição de recursos da sociedade (cuidados de saúde).
Vulnerabilidade - constatar que algumas pessoas (deficientes mentais, doentes em coma, crianças, etc.) estão particularmente fragilizadas ao ponto da sua integridade física ou psicológica estar ameaçada.
Beauchamp e Childress referiram que só examinando os princípios éticos, e determinando em que medida esses princípios se aplicam individualmente, podemos ter uma verdadeira resolução dos problemas. (4)
(…)
A ética não pretende ser um manual de comportamento, mas é um saber necessário e conveniente. A prudência, a maturidade de espírito, a honestidade, uma sólida formação humanística e uma atitude crítica e pensada perante os nossos actos são imprescindíveis para uma medicina eticamente válida. Com certeza não é preciso lembrar que para além de qualquer outro interesse está a saúde e o bem-estar dos nossos doentes, que nos escolheram, e ao serviço dos quais nós escolhemos livremente estar.”
Do documentário Southern Comfort, filmado durante a última primavera de Robert Eads. Nasceu no interior da América, com um corpo feminino. Só na meia-idade começou a transição, depois de se mudar para a Flórida. Os médicos acharam que, por causa da idade, Eads não precisava de remover o útero ou ovários, e ficou-se pela terapia hormonal e mastectomia. Casou-se com uma psicóloga, mas acabou por voltar para a Geórgia quando o relacionamento chegou ao fim.
Numa tarde de 1996, Eads teve um episódio agudo de dores abdominais. Nas urgências, descobriram-lhe um cancro nos ovários. Quando se dirigiu ao primeiro médico, foi com choque e surpresa que se viu recusado: o oncologista negou-se a seguí-lo, achando que lhe traria "má reputação" e perda de clientes. Depois dele, mais vinte e quatro médicos lhe negaram assistência, pelo mesmo motivo, ou crenças religiosas, ou outros.
Só em 1997 é que Eads teve acesso a cuidados médicos. Apesar de várias cirurgias e radioterapia intensa, o cancro, que já se tinha metastizado para o resto do abdómen, acabou por o matar. Morreu em Janeiro de 1999, com 53 anos de idade.
No ano anterior, durante a Southern Comfort Conference, um evento anual destinado à comunidade transsexual do sudeste americano, uma pequena equipa de filmagens seguiu a última primavera de Eads. No excerto, já sabendo que não tinha muito tempo, ele fala do que sente pelos médicos que ajudaram a precipitar a sua morte. E não é ódio que Robert tem dentro dele..." siona
Como é possível? Como ficar indiferente a uma actuação destas? Não é isto negligência, preconceito certificado, poder agonizante de quem pode fazer a diferença entre a vida e a morte?
Pois:
“Decidir...
Nem em Medicina nem em Bioética é possível decidir com absoluta certeza. Chegamos apenas ao provável. Cabe actuar com prudência. Devemos aprender a tomar decisões incertas, mas racionais. Os médicos de família, devem evoluir de uma atitude paternalista, que é a tradicional, para uma postura que respeite a pessoa livre do doente, com base nos princípios éticos implicados narelação médico-doente. (3)
O conjunto de princípios idealizados por Beauchamp e Childress (4), respeito pela autonomia, beneficência, não maleficência e justiça; a que se adicionou a vulnerabilidade consagrada por Kemp e Rendtorff (5), trouxe um referencial de importância considerável para a Bioética. Não sendo tidos como absolutos, estes princípios são aceites como orientadores da decisão em questões éticas na prática clínica. (6)
Autonomia - respeito pela legítima autonomia das pessoas, pelas suas escolhas e decisões que sejam verdadeiramente autónomas e livres (sem qualquer tipo de coacção externa).
Beneficência - promover positivamente o bem do doente.
Não maleficência «Primum non nocere» - ter sempre em mente a obrigação de não fazer mal a outrem (não prejudicar o doente).
Justiça - considerar que todos os Homens são iguais em direitos e na justa distribuição de recursos da sociedade (cuidados de saúde).
Vulnerabilidade - constatar que algumas pessoas (deficientes mentais, doentes em coma, crianças, etc.) estão particularmente fragilizadas ao ponto da sua integridade física ou psicológica estar ameaçada.
Beauchamp e Childress referiram que só examinando os princípios éticos, e determinando em que medida esses princípios se aplicam individualmente, podemos ter uma verdadeira resolução dos problemas. (4)
(…)
A ética não pretende ser um manual de comportamento, mas é um saber necessário e conveniente. A prudência, a maturidade de espírito, a honestidade, uma sólida formação humanística e uma atitude crítica e pensada perante os nossos actos são imprescindíveis para uma medicina eticamente válida. Com certeza não é preciso lembrar que para além de qualquer outro interesse está a saúde e o bem-estar dos nossos doentes, que nos escolheram, e ao serviço dos quais nós escolhemos livremente estar.”
Etiquetas: não ao género sim à pessoa, quem lhes assinou a procuração para brincarem aos deuses?, sociedade, tolerância, videos
