quinta-feira, fevereiro 25, 2010

uma a uma elas rolam...

... como pérolas do Amor...


foto ff


"... A morte de um progenitor é horrível.... eu não fazia a mínima ideia de que me iria sentir como me senti. Metade, ou mais, da vida desaparece. Sentimo-nos mais pobres, sabes: alguém que me conheceu durante todos aqueles anos..." Philip Roth, Património, p.116

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quarta-feira, fevereiro 24, 2010

para Aninhas

... porque hoje muitos choram a sua partida dentre nós, porque muitos lembram as partilhas inspiradas e inspiradoras, porque muitos carregam a sua presença fortificadora, porque uma mãe chora nas entranhas, porque um filho grita em silêncio, porque o vazio que carregamos fica mais desabrigado e dorido, … para essa grande Mulher, Filha, Mãe e  Amiga um abraço, mil abraços, beijos de mimos e saudade… voa com os anjos Aninhas

foto ff
  

“Não se tratava de não ter compreendido que a minha ligação com ele era convoluta e profunda: o que eu não soubera fora quão profundo o profundo pode ser.” Philip Roth, Património, p.118

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quarta-feira, fevereiro 10, 2010

para Aninhas


foto ff



o Inverno já vai longo
a alma está gelada
só o bafo do mimo a vai consolando amiúde
... sopro, sopro, sopro…
a natureza teima em não incandescer,
vou também embalá-la com o olhar do carinho
todos, tantos
assim sonhamos que irá recomeçar

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terça-feira, dezembro 15, 2009

para A.I.

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“…não sabes o que é chorar (noites e noites a fio)!” – disse ele; alguém que se atreva a medir dores




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terça-feira, março 10, 2009

amizade cúmplice



Eram três, três cigarros dos fininhos porque eram mais elegantes, elas fumaram-nos como quem se dá um prazer especial e cúmplice antes do confronto, uma com a dor sentida nos neurónios massacrados e no couro cabeludo cansado e relaxado, as outras duas na dor sentida de ver a amiga a ser despida da sua moldura social e estética... uma a uma cada pilosidade do seu couro cabeludo foi parar ao chão, aquele chão que tantos ampara na sua derradeira separação, eles no chão abandonados, as lágrimas a espreitarem, os olhos a brilharem de dor pela perda, os cantos do rosto tensos como quem segura o amor próprio para que ele não se despenhe naquele chão maculado de dor.
Ainda neste dia é outro dia, outro início, outro hábito, outro sonhar, como tantos outros inicios de tantos outros dias com que foi premiada, dias pejados do imprevisivel que trouxe tantas vezes o pior do esperado. Como que se lhe colou esperar o pior, mas sem o aceitar, sem deixar que seja dono de sua vida, essa é a luta de cada um dos seus dias, de cada seu acordar, intervalada com o resvalar do choro de quem não entende, de quem não percebe o sentido do que não tem sentido

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sexta-feira, novembro 14, 2008

para A.I.

fotos ff

“Nem pensar!” Disse ela alto e bom-tom, deixando claro que não admitia uma situação de destrato daquelas, era um direito seu, escrito e defendido por qualquer lei daquele lugar. Não coleccionava maus atendimentos dos serviços públicos e privados
“Nem pensar!” Pensou ela baixo e secretamente, guardando para si que lhe doía aquela falta de cuidado e carinho que lhe era reservado por aquela pessoa de quem gostava sem limites. Não sabia porque lhe era reservado aquele desprezo que se ia acumulando dentro de si como um nevoeiro que tudo envolve.
Cansada adormeceu e sonhou com Youkali, acordando ainda a sorrir enquanto não olhava o trânsito frenético da sua janela.

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