domingo, novembro 14, 2010
terça-feira, abril 27, 2010
domingo, abril 05, 2009
terça-feira, março 10, 2009
quatro noites com anna

Ele gostou, ele predador, eu predadora de predadores navego na onda do imaginário que aquele personagem imaginado pelo autor efectiva, eu protegida pela tela que me separa e me envolve, gosto através do ele predador que gosta através do ele personagem imaginado pelo autor, e gosto através das imagens projectadas na tela que me separa e me envolve.
Ele gostou, ele predador, gostou das unhas pintadas a cores a preto e branco, do poder extremo de poder adorar sem ser magoado, eu predadora de predadores navego na onda do imaginário de poder ser adorada sem magoar nem ser magoada.
Etiquetas: amores, cinema, Era uma vez ...
terça-feira, janeiro 06, 2009
domingo, janeiro 04, 2009
gorgeous

Brandon Walters, 11, was hand-picked by director Baz Luhrmann to play a young Aboriginal horseman in the film Australia.
Photo: Janie Barrett
Vi, ouvi, senti… gostei. As 'velhas' e clássicas formas de fazer cinema continuam a fazer sonhar, a envolver, a acreditar que o ser humano pode ser generoso, que o amor pode (con)vencer. Mas acima de tudo que a magia que brota da pureza rousseauniana pode fazer ‘milagres’ e salvar-nos de nós próprios, das nossas prisões e grilhetas de sobrevivência, do nosso Mr. Hyde, mística protagonizada por este encantador aborígene australiano.
Ide ver e envolvei-vos.
Etiquetas: cinema
sábado, março 08, 2008
domingo, junho 24, 2007
UNOBUNTU

“Um Amor em África”, é o título que não entendi adaptado para Português de um filme com o título original Country of My Skull (também apelidado de In My Country), realizado por John Boorman, em 2004, baseado na obra do escritor Sul Africano Antjie Krog.Mas entendi algo que me impressionou profundamente: a presença e actuação dentro do conceito africano UNOBUNTU – designando a pessoa generosa e compassiva, a compaixão e o perdão, dentro da justiça africana, termo ligado ao termo UBUNTU – a significar que estamos todos ligados, o que afecta um afecta o outro e a toda a gente.
Mais claramente como diz Archibishop Desmond Tutu:
"A person with ubuntu is welcoming, hospitable, warm and generous, willing to share. Such people are open and available to others, willing to be vulnerable, affirming of others, do not feel threatened that others are able and good, for they have a proper self-assurance that comes from knowing that they belong in a greater whole. They know that they are humiliated, diminished when others are oppressed, diminished when others are treated as if they were less than who they are. The quality of ubuntu gives people resilience, enabling them to survive and emerge still human despite all efforts to dehumanize them.
You know when ubuntu is there, and it is obvious when it is absent. It has to do with what it means to be truly human, to know that you are bound up with others in the bundle of life...When we Africans want to give high praise to someone, we say, 'Yu, unobuntu': 'Hey, so-and-so has ubuntu.' A person is a person because he recognizes others as persons."
E Nelson Mandela:
Conceitos extremados na temática desse filme de forma extremamente tocante e inspiradora, face a situações trágicas, fenómenos de perversão e mediocridade humana (quase) incompreensíveis. O frente a frente de vítimas ou familiares de vítimas falecidas do Apartheid, com o seu vitimador, numa confissão detalhada do horror vivido na 1ª pessoa e do horror perpetrado também na 1ª pessoa, na presença da Truth and Reconciliation Commission, permite ao protagonista do horror ser amnistiado, assim como diminuir ou aliviar raivas e culpas. Isto manifesta-nos de facto um nível humano elevado e louvável, que aconteceu e nos ensina muito sobre o perdão, sobre a capacidade de aceitar o outro limitado e sobre o acreditar na mudança. Obviamente que este entusiasmo não nos torna assim tão ingénuos ao ponto de pensar que todos os frente a frente ocorridos foram autênticos no seu pretenso arrependimento e não só no desejo de perdão legalizado, mas decerto que alguns o foram e que alguns foram surpreendidos pelo efeito do confronto e de serem perdoados pelas suas vitimas. Para além disso há o efeito e ensinamento que nos abalroa enquanto público, espectador e aparentemente inofensivos europeus com a nossa degradação e desrespeito de vida urbana aparentemente civilizada.
Estereótipos à parte, situações e interpretações cinematográficas utilizadas para funcionar enquanto filme mais comercializável postas de lado, aqui interessa-nos essencialmente a temática pós-mandeliana, com intervenções a repetir incansavelmente, o que o torna num filme a ver,, especificamente pela inspiração UNOBUNTU.
quinta-feira, abril 05, 2007
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
não ... Yes
Por mais agradável ou curioso que fosse a diversidade de paisagens com o seu colorido popular ou urbano ou monocromatismo do deserto, não me convenceu o enleado de argumentos, nem as suas personagens injectadas de incidentes possíveis numa orquestração de cronologias e encadeamentos aparentemente inevitáveis (como as peças do dominó montadas de forma a que assim que a primeira caísse todas as outras se lhe seguiam de forma sequente e consequente, sem alternativas que não fosse retirar alguma peça da sequência) para um exercitar de maquinação de factos (muito dejá vú – recordo o brilhantismo com que este surge no filme Magnólia 1999) equivalente a quem brinca de ser um Deus que controla os destinos, que pode ser visualizada em Babel.
Assim, para além de nos deixar na tensão do desenrolar de acontecimentos que nos deixam mobilizados pela sua dramaticidade ou tragédia mediáticas, a mim só me deixou de facto de olhar preso e incomodado a jovem japonesa que ostentava uma conturbação muito bem interpretada nas suas tentativas desesperadas de aliviar um sofrimento existente para além dos seus alegados motivos. Só ela me convenceu no seu olhar perdido, que buscava encontrar-se das formas mais impulsivas e do que é básico no humano, onde a sexualidade desponta de forma incómoda (sendo até muito ridícula e imprecisamente chamada de ninfomaníaca por algum critico da praça pública), provocatória e como acto quase último de uma solidão que vai para além das paredes de um trigésimo andar e da possível metáfora na característica surda-muda da jovem; uma solidão urbana que remete para as impossibilidades dos diálogos narcísicos (tomando a forma de monólogos) que compõem as nossas sociedades tecnologicamente cada vez mais desenvolvidas e facilitadoras de um mutismo individual que colide com o ruído/verborreia social.

Para quem busca um filme que tenha dramaticidade cultural e socio-política (envolvendo questões intercruzadas de uma americana no Reino Unido, passando pelo Líbano e culminando num recomeço em Cuba), com uma boa tridimensionalidade das personagens onde surge a poesia não lamechas, com uma expressão de quotidiano que encontra e lhe dá um sentido (quase como uma abordagem daquilo que é primário e o enaltecimento e sofisticação daquilo que é simples encontrada no “The Meaning of Life” dos Monty Python’s), e que nos dá um belíssimo tom na existência das personagens silenciosas: busquem nos vossos videoclubes, o filme “Yes” de Sally Potter (2004).




Assim, para além de nos deixar na tensão do desenrolar de acontecimentos que nos deixam mobilizados pela sua dramaticidade ou tragédia mediáticas, a mim só me deixou de facto de olhar preso e incomodado a jovem japonesa que ostentava uma conturbação muito bem interpretada nas suas tentativas desesperadas de aliviar um sofrimento existente para além dos seus alegados motivos. Só ela me convenceu no seu olhar perdido, que buscava encontrar-se das formas mais impulsivas e do que é básico no humano, onde a sexualidade desponta de forma incómoda (sendo até muito ridícula e imprecisamente chamada de ninfomaníaca por algum critico da praça pública), provocatória e como acto quase último de uma solidão que vai para além das paredes de um trigésimo andar e da possível metáfora na característica surda-muda da jovem; uma solidão urbana que remete para as impossibilidades dos diálogos narcísicos (tomando a forma de monólogos) que compõem as nossas sociedades tecnologicamente cada vez mais desenvolvidas e facilitadoras de um mutismo individual que colide com o ruído/verborreia social.


Para quem busca um filme que tenha dramaticidade cultural e socio-política (envolvendo questões intercruzadas de uma americana no Reino Unido, passando pelo Líbano e culminando num recomeço em Cuba), com uma boa tridimensionalidade das personagens onde surge a poesia não lamechas, com uma expressão de quotidiano que encontra e lhe dá um sentido (quase como uma abordagem daquilo que é primário e o enaltecimento e sofisticação daquilo que é simples encontrada no “The Meaning of Life” dos Monty Python’s), e que nos dá um belíssimo tom na existência das personagens silenciosas: busquem nos vossos videoclubes, o filme “Yes” de Sally Potter (2004).




Etiquetas: cinema

