sábado, setembro 11, 2010

o dia em que me impregnei pela montanha

segunda-feira, maio 11, 2009

por vezes os elementos embatem-nos com um impacto e uma impregnação como se não tivessemos a pele/escudo para nos amortecer, depois sai-nos um grito silencioso mas expressivamente aparatoso... até que repousamos com os musculos latejantes



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sábado, março 28, 2009

foto ff

"Por volta das seis horas da manhã, constituiu uma experiência notável vermos o que se passa na rua principal da aldeia. É sempre uma hora de grande movimento. Apressados, os homens saem da cama das suas amantes e regressam rapidamente ao local a que verdadeiramente pertencem: a casa da mães." (Coler, p.173)

in O reino das mulheres - o último matriarcado de Ricardo Coler

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quinta-feira, julho 31, 2008

Um dia...


foto ff


vou ser grande
vou ter uma boneca só para mim
vou ser inteligente
vou ter a lua no olhar
vou ser bonita
vou ter um sorriso cristalino
vou ser amada
vou ter a liberdade das aves
vou ser feliz
vou ter a tristeza amiga da alegria

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O mundo divide-se em dois...



foto ff


... os que não têm alergias a cães e gatos e os que têm. os que não têm alergias a cães e gatos convivem com quem tem cães e gatos e com os que não têm cães e gatos. os que têm convivem com quem não tem cães e gatos e não convivem com quem tem cães e gatos.

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sexta-feira, abril 18, 2008

so tell the friends I'm back in town...

foto ff

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segunda-feira, abril 14, 2008

from A'Dam with love

segunda-feira, setembro 17, 2007

está aberta a época de tiro ao alvo


“Este post já é um bocado tardio, mas eu só ontem soube do episódio porque tenho estado fora em serviço (golfe na Estela e Ponte de Lima) e daqui a pouco saio novamente em serviço (golfe no Montado e em Tróia).
Entre as duas comissões de serviço, lendo os jornais atrasados na internet, vi no DN uma peça sobre uma entrevista que a jornalista Márica Rodrigues, da RTP, fez no passado dia 27 de Julho com o embaixador iraniano em Lisboa. Não acreditei nem nas palavras do jornal, nem nas fotos. Fui ao You Tube e vi então o que me recusava a acreditar.
A "jornalista" ganhou direito às aspas. A minha alma ficou parva. Não aguentei a ira, a indignação e a revolta. a "jornalista" vestia-se a rigor, de acordo com as imposições islâmicas fundamentalistas para entrevistar o embaixador do Irão em LISBOA! Toda de negro, com véu e luvas! Incrível! maquilhage discreta, ar reverente e submisso. Inaceitável!
É certo que em Roma devemos ser romanos. Mas porra, estamos em Lisboa! Ainda podia aceitar que, em Teerão, e por razões de força maior, se pudesse aceitar uma imposição desta ordem, tendo em vista um interesse superior que seria o de ouvir uma personalidade importante, sobre um tema de grande interesse num momento certo. Mas porra, estamos em Lisboa e o senhor embaixador não disse mais do que palvras de circunstância e aproveitou o tempo de antena para propaganda gratuita.
A "jornalista" prestou um mau serviço ao Jornalismo, a Portugal, à União Europeia, à presidência portuguesa da União Europeia, às mulheres iranianas e a todas as mulheres submetidas à tirania e à prepotência tradicionalista dos fundamentalistas islâmicos.
Eu considero que a maior conquista da Humanidade é a instituição civilizacional do princípio da igualdade. Todos somos iguais em direitos e dignidade, independentemente da cor, da força física, da fé, da idade, da opção sexual e do sexo. Uma das maiores realizações do Homem é a aceitação da paridade estatutária entre os sexos. Milénios de discriminação, opressão, violência, humilhação e segregação dos homens sobre as mulheres ainda não foram inteiramente superados. Há ainda, mesmo entre as sociedades ocidentais, muito caminho a percorrer. Um dos pontos em que as sociedades fundamentalistas islâmicas revelam precisamente a sua faceta mais desumana, bárbara, arrogante e prepotente é no modo como tratam as mulheres. Há um grande caminho a percorrer no sentido de oferecer a milhões e milhões de mulheres islâmicas aquilo a que têm direito: DIGNIDADE e IGUALDADE.
Márcia Rodrigues está do outro lado, está do lado dos fanáticos islâmicos. Em Lisboa sejamos livres, tal como em Roma, em Londres, em Paris, em Nova Iorque, em Sidney, em Brasília, em Toronto e onde quer que calhe no mundo ocidental. Já que em Teerão não é possível. Por enquanto.” post de S. publicado no tapor a 4 de Agosto.

... não se acanhem com os prós, os contras e os assim-a-assim

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domingo, setembro 16, 2007

sete vezes

foto ff

Sete foi o desafio:

1. sete é o nº que, por razões desconhecidas (a cabala!?!? Não sei o que é isso), me atrai e atraiu para durante um tempo me passear com ele bem desenhado em cinza claro colocado sobre o vermelho cereja da porta esquerda do meu carro
2. sete é o nº de vezes que espirro sem parar quando sou assaltada pelas minhas estimadas alergias que me deixam como que à beira de uma dramática/trágica interpretação (quase) digna de david linch
3. sete é a quantidade de vezes que lambo cada ferida quando sou inadvertidamente apunhalada pelos incautos citadinos
4. sete é o nº de vezes em que pestanejo seguido, para após uma ligeira pausa voltar a mais sete pestanejares consecutivos, e assim por diante, sempre que olho à procura de coisas belas
5. sete são as voltas que dou antes de me deitar (beber água, lavar os dentes, fazer xixi, despir o traje citadino, vestir o traje onírico, despir os pensamentos enxovalhados, vestir os sonhos)
6. sete é o nº mínimo de tentativas que faço sempre que estou com dificuldades de concretizar algo em que acredito
7. sete vezes setenta são as vezes que digo amo-te, de cada vez que me cai em cima uma nuvem delicodoce


se houver sete leitores assíduos e ousados que por aqui poisem a vista, estão simpaticamente convidados para fazerem sua própria lista de sete factos casuais

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segunda-feira, setembro 03, 2007

Mata-borrão

foto ff

Mata-borrão

fui e sou, agora cada vez mais sujo, agora cada vez mais imundo, agora cada vez menos eficaz, agora cada vez menos capaz, agora cada vez mais amolecido, agora cada vez mais enfraquecido, agora cada vez mais esfarelado, agora cada vez menos ou mais qualquer coisa que torna mais difícil carregar as algias próprias ou alheias.

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domingo, agosto 12, 2007

foto ff


Os fantasmas são etéreos, por isso são leves, porque combatem a gravidade e podem gravitar livremente nas nossas retinas, nos nossos neurónios de onirismo, nas nossas dendrites das memórias significativas; são nossos e produzidos por nós mas têm uma actividade e liberdade de acção, manifestação e aparição que nos pode apanhar desprevenidos, assustar-nos porque não os esperamos e não os reconhecemos como produção própria dos nossos produtos internos.
Assim eles podem parecer-nos pesados e densos quando não os reconhecemos como algo que faz parte de nós. Sendo eles percebidos como exteriores, surgem-nos hediondos e monstruosos, invadindo espaços que nós sentimos deverem ser-lhes alheios. Quando isto ocorre podemos entrar numa luta inócua, de os tentar afastar e remeter a um espaço fora de nós. Que nunca será possível.

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domingo, julho 08, 2007




Mudaste, mudaste para melhor, disseram-lhe.
Talvez não tenham visto que aquilo que aos seus olhos era ‘mudar para melhor’, era para si dor e sofrimento, tormento e angústia.
Talvez não tenham visto no seu olhar um tremular de pedido de ajuda, nem para si perceptível.
Talvez não saibam que quase esqueceu a cor do brilho do sol, o calor dos sorrisos, o veludo dos abraços e o som das palavras meigas.
Não sabem que dentro de si está um vulcão em erupção, onde tudo arde ferozmente e sem tréguas.

in alma estrangulada

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domingo, junho 24, 2007

UNOBUNTU

“Um Amor em África”, é o título que não entendi adaptado para Português de um filme com o título original Country of My Skull (também apelidado de In My Country), realizado por John Boorman, em 2004, baseado na obra do escritor Sul Africano Antjie Krog.
Mas entendi algo que me impressionou profundamente: a presença e actuação dentro do conceito africano UNOBUNTU – designando a pessoa generosa e compassiva, a compaixão e o perdão, dentro da justiça africana, termo ligado ao termo UBUNTU – a significar que estamos todos ligados, o que afecta um afecta o outro e a toda a gente.
Mais claramente como diz Archibishop Desmond Tutu:

"A person with ubuntu is welcoming, hospitable, warm and generous, willing to share. Such people are open and available to others, willing to be vulnerable, affirming of others, do not feel threatened that others are able and good, for they have a proper self-assurance that comes from knowing that they belong in a greater whole. They know that they are humiliated, diminished when others are oppressed, diminished when others are treated as if they were less than who they are. The quality of ubuntu gives people resilience, enabling them to survive and emerge still human despite all efforts to dehumanize them.
You know when ubuntu is there, and it is obvious when it is absent. It has to do with what it means to be truly human, to know that you are bound up with others in the bundle of life...When we Africans want to give high praise to someone, we say, 'Yu, unobuntu': 'Hey, so-and-so has ubuntu.' A person is a person because he recognizes others as persons."


E Nelson Mandela:





Conceitos extremados na temática desse filme de forma extremamente tocante e inspiradora, face a situações trágicas, fenómenos de perversão e mediocridade humana (quase) incompreensíveis. O frente a frente de vítimas ou familiares de vítimas falecidas do Apartheid, com o seu vitimador, numa confissão detalhada do horror vivido na 1ª pessoa e do horror perpetrado também na 1ª pessoa, na presença da Truth and Reconciliation Commission, permite ao protagonista do horror ser amnistiado, assim como diminuir ou aliviar raivas e culpas. Isto manifesta-nos de facto um nível humano elevado e louvável, que aconteceu e nos ensina muito sobre o perdão, sobre a capacidade de aceitar o outro limitado e sobre o acreditar na mudança. Obviamente que este entusiasmo não nos torna assim tão ingénuos ao ponto de pensar que todos os frente a frente ocorridos foram autênticos no seu pretenso arrependimento e não só no desejo de perdão legalizado, mas decerto que alguns o foram e que alguns foram surpreendidos pelo efeito do confronto e de serem perdoados pelas suas vitimas. Para além disso há o efeito e ensinamento que nos abalroa enquanto público, espectador e aparentemente inofensivos europeus com a nossa degradação e desrespeito de vida urbana aparentemente civilizada.
Estereótipos à parte, situações e interpretações cinematográficas utilizadas para funcionar enquanto filme mais comercializável postas de lado, aqui interessa-nos essencialmente a temática pós-mandeliana, com intervenções a repetir incansavelmente, o que o torna num filme a ver,, especificamente pela inspiração UNOBUNTU.

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quinta-feira, abril 05, 2007

praia de ipanema

fotos ff

a close to 'noctívagos'

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