domingo, setembro 16, 2007

sete vezes

foto ff

Sete foi o desafio:

1. sete é o nº que, por razões desconhecidas (a cabala!?!? Não sei o que é isso), me atrai e atraiu para durante um tempo me passear com ele bem desenhado em cinza claro colocado sobre o vermelho cereja da porta esquerda do meu carro
2. sete é o nº de vezes que espirro sem parar quando sou assaltada pelas minhas estimadas alergias que me deixam como que à beira de uma dramática/trágica interpretação (quase) digna de david linch
3. sete é a quantidade de vezes que lambo cada ferida quando sou inadvertidamente apunhalada pelos incautos citadinos
4. sete é o nº de vezes em que pestanejo seguido, para após uma ligeira pausa voltar a mais sete pestanejares consecutivos, e assim por diante, sempre que olho à procura de coisas belas
5. sete são as voltas que dou antes de me deitar (beber água, lavar os dentes, fazer xixi, despir o traje citadino, vestir o traje onírico, despir os pensamentos enxovalhados, vestir os sonhos)
6. sete é o nº mínimo de tentativas que faço sempre que estou com dificuldades de concretizar algo em que acredito
7. sete vezes setenta são as vezes que digo amo-te, de cada vez que me cai em cima uma nuvem delicodoce


se houver sete leitores assíduos e ousados que por aqui poisem a vista, estão simpaticamente convidados para fazerem sua própria lista de sete factos casuais

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domingo, agosto 12, 2007

foto ff


Os fantasmas são etéreos, por isso são leves, porque combatem a gravidade e podem gravitar livremente nas nossas retinas, nos nossos neurónios de onirismo, nas nossas dendrites das memórias significativas; são nossos e produzidos por nós mas têm uma actividade e liberdade de acção, manifestação e aparição que nos pode apanhar desprevenidos, assustar-nos porque não os esperamos e não os reconhecemos como produção própria dos nossos produtos internos.
Assim eles podem parecer-nos pesados e densos quando não os reconhecemos como algo que faz parte de nós. Sendo eles percebidos como exteriores, surgem-nos hediondos e monstruosos, invadindo espaços que nós sentimos deverem ser-lhes alheios. Quando isto ocorre podemos entrar numa luta inócua, de os tentar afastar e remeter a um espaço fora de nós. Que nunca será possível.

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