terça-feira, setembro 28, 2004

Bondade e cumplicidade redentora

Estava à procura de viagens acompanhadas quando no respirar encontrei companhia e por momentos senti-me a vaguear num conto ... onde todas as emoções e sentires faziam sentido, tudo muito humano (se houver definição para tal) e identificável por quem, por gosto ou necessidade, se perde só na noite dos sobreviventes e resistentes. Afinal não era um conto, pois sendo tão real ainda por cima tem um protagonista definido e, confesso, que se não tivesse o acaso permitido que "A da frente" lhe provocasse tamanha empatia eu ficaria muito apreensiva pela dureza, falta de compaixão e generosidade com tudo estava a ser percebido (com todo o respeito por esse sentir, obviamente). Mas, uma reviravolta miraculosa trouxe bondade e manifesto de busca de cumplicidade redentora. Foi bom estar na noite de Lisboa sem corpo, só sentir e sentir, obrigada pela viagem.

2 Comentários:

Blogger JPN disse...

sorrio. há uma ideia de cumplicidade redentora com a qual me abraço. é verdade, é a cumplicidade, o fazermos parte, que nos redime. mas atenção, embora a tua história precise dessa redenção, há uma diferença entre sentir e contar, narrar. e a dureza, a falta de compaixão que a narrativa escolhe para narrar - que é em si mesma, um acto de generosidade- é em si própria acto cúmplice.

3:58 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Não duvides cara mia que as melhores viagens são aquelas em que não vamos. É verdade, podes estar certa, de que o que fica vai, tal como o que não fica também vai. Haverá maior liberdade do que conseguir ir não indo? E aqui ultrapassamos a mediocridade, a vulgaridade, curvamos onde queremos, cortamos onde nos dá a real gana, subimos onde as pernas não nos levam, descemos com vento sem asas... E como que num castigo nada redentor quem vai não fica. Repara que consegues ver para onde vais não indo e não consegues ver o que fica indo. Creio que foi isto que te levou a blogar. Então bloguemos, e que possamos responder como o Ladino, quando o Papo Magro, farto da velhice e das manhas daquele lhe perguntou quando era o funeral; o Ladino convencido disse: Olha rapaz, se queres que te fale com toda a franqueza, só quando acabar o milho em trás os montes...
Eusébiozinho.

10:57 da tarde  

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